Colaboraram como voluntários, com este ciclo/fase/bloco da entrevista:
Charles Donald Zink: economista entrevistador, estruturador e articulista dos debates;
Cleiton Henschel: advogado revisor e assessoria jurídica;
Duílio Gehrke: Prefeito por Ibirama – Gestão 2009/2012, entrevistado;
Giovana Pizzaria – Bar e Restaurante: logística, patrocinador e promotor da recepção aos entrevistados;
Jornal Gazeta Vale das Cachoeiras: diagramação, publicação e logística de distribuição;
Nilson Francisco Stainsack: Prefeito por Presidente Getúlio – Gestão 2009/2012, entrevistado;
Charles Donald Zink: economista entrevistador, estruturador e articulista dos debates;
Cleiton Henschel: advogado revisor e assessoria jurídica;
Duílio Gehrke: Prefeito por Ibirama – Gestão 2009/2012, entrevistado;
Giovana Pizzaria – Bar e Restaurante: logística, patrocinador e promotor da recepção aos entrevistados;
Jornal Gazeta Vale das Cachoeiras: diagramação, publicação e logística de distribuição;
Nilson Francisco Stainsack: Prefeito por Presidente Getúlio – Gestão 2009/2012, entrevistado;
Observação: As opiniões expressas neste artigo/entrevista representam a transcrição fiel e integral dos depoimentos formais dos entrevistados, entregues por seus autores e são de sua inteira responsabilidade.
Bloco 4 - Ética e Legado
5) Ética e legado.
a) A ética é um valor da humanidade que permeia e personifica um conjunto de atividades desenvolvidas pelo homem e que se revela em diferentes práticas adotadas pelas pessoas na consecução de suas atividades laborais e de convivência em sociedade.
Contrapondo-se a esse pensamento, o dito popular “aos amigos, os benefícios da Lei; aos inimigos, os rigores da Lei!”, reflete uma prática antiética muito percebida na administração pública brasileira, revelando ausência de isonomia e equidade de tratamentos.
Ponderadas as duas assertivas, pergunta-se:
1) Considerando a sua experiência e vida pública, o que você considera “a ética para a administração pública municipal”?
RESPOSTAS:
5) Ética e legado.
a) A ética é um valor da humanidade que permeia e personifica um conjunto de atividades desenvolvidas pelo homem e que se revela em diferentes práticas adotadas pelas pessoas na consecução de suas atividades laborais e de convivência em sociedade.
Contrapondo-se a esse pensamento, o dito popular “aos amigos, os benefícios da Lei; aos inimigos, os rigores da Lei!”, reflete uma prática antiética muito percebida na administração pública brasileira, revelando ausência de isonomia e equidade de tratamentos.
Ponderadas as duas assertivas, pergunta-se:
1) Considerando a sua experiência e vida pública, o que você considera “a ética para a administração pública municipal”?
RESPOSTAS:
Duílio Gehrke – Prefeito por Ibirama – Gestão 2009/2012: O Comportamento padrão da administração pública deve ser ético, ou seja, o rigor da lei não está para os inimigos, nem os benefícios dela aos amigos, mas sim temos que ter como fundamento que todos são iguais perante a Lei. Quando falamos sobre ética pública, logo pensamos em corrupção, extorsão e ineficiência, mas na realidade o que devemos ter como ponto de referência em relação ao serviço público, ou na vida pública em geral, é que seja fixado um padrão ético a partir do qual seja possível julgar a atuação dos serv
idores públicos ou daqueles que estiverem envolvidos na vida pública. Nilson Francisco Stainsack – Prefeito por Presidente Getúlio – Gestão 2009/2012: A Administração Municipal deve ser igualitária, isto é para todos, indistintamente.
2) Como você avalia a questão da “solução de continuidade” para iniciativas de governos anteriores?
RESPOSTAS:
Duílio Gehrke: Obras e ações quando devidamente planejadas e que contemplem o anseio da população dificilmente vão ter problemas com interrupções, haja vista que a sucessão de um governo não extinguirá este anseio e esta necessidade. No caso de iniciativas mal planejadas ou que não estejam atendendo a contento o anseio da população, estas são merecedoras de ajustes, modificações, substituições ao até mesmo de extinção, tendo como foco a qualidade do serviço/obra pública oferecido a população.
Nilson Francisco Stainsack: Ao assumir o governo, deixamos muito claro para toda a equipe, o que é bom para o povo deve ter continuidade, aquilo que não é bom para o povo ou se melhora e se adéqua para que se torne bom ou se elimina. È nisso que acredito e penso que é assim que se promove o crescimento e o desenvolvimento de um município.
b) Murillo de Aragão, mestre em Ciência Política e Doutor em Sociologia, em artigo publicado na revista Conjuntura Econômica sob o título “As sete pragas da política nacional” (março 2010,vol.64, nr.03, FGV), aborda um conjunto de situações que “assolam a política nacional [...] estão democraticamente espalhadas no Brasil [...] e, infelizmente, retiram do país recursos e energia para se desenvolver de forma mais justa”. Essas pragas podem ser resumidamente enunciadas como: “1) a desinformação dos, e produzida pelos meios de comunicação; 2) o corporativismo como reflexo da relação entre a sociedade e o governo local, com agendas que, nem sempre, privilegiam o interesse público; 3) a opacidade na relação do governo com seus fornecedores; 4) o desinteresse de boa parcela da sociedade em relação a administração pública local; 5) o clientelismo que distribui benefícios da estrutura pública; 6) a ausência de debate ideológico em razão da natural orientação pela busca do poder; 7) o desequilíbrio institucional, pela predominância do Poder Executivo sobre os demais poderes, em detrimento do interesse da sociedade e do fortalecimento da democracia”.
Considerando essa abordagem, pergunta-se:
1) Na sua avaliação, que impactos esse conjunto de “pragas” provocam sobre a sociedade e a economia local?
RESPOSTAS:
Duílio Gehrke: Todas as pragas acima citadas são responsáveis pela estagnação do crescimento sócio-econômico e pela melhoria da qualidade de vida de nossa população, basta apenas uma delas para já deflagar um processo de retração no desenvolvimento geral da nação, estado ou município, desinformação, desinteresse público da sociedade, clientelismo entre outras pragas são fatores preponderantes para um caminho árduo na busca do desenvolvimento.
Nilson Francisco Stainsack: O exercício do Poder, qualquer que seja esse Poder deve ser em benefício sempre do bem estar, do crescimento e desenvolvimento, da transformação da sociedade cada vez mais em uma sociedade mais fraterna, mais humana, com mais calor humano cujo objetivo maior é a promoção do ser humano.O conjunto de pragas aludido contraria tudo isso, quando o administrador público coloca o Poder a seu serviço, em seu benefício e dos seus, tira de todos os outros membros da sociedade a possibilidade de avançar na melhoria da sua qualidade de vida.
c) “Vista pelos jovens, a vida é um futuro infinitamente longo; vista pelos velhos, um passado muito breve”.(Schopenhauer). Essa expressão simboliza de forma muito específica, que as perspectivas para a vida e, conseqüentemente, para os valores que ela representa, contêm diferentes expectativas para diferentes parcelas da sociedade. Essa questão encerra um delicado sofisma de composição que se sobrepõe às ações desenvolvidas no município, posto que, do ponto de vista da equidade, toda população deve ser contemplada pelas ações da administração pública.
Por sua vez, o legado de uma administração pública pode ser traduzido por um conjunto de valores sociais indeléveis, adotados e praticados na consecução da gestão pública municipal.
Ponderados os aspectos acima elencados, pergunta-se:
1) Na sua opinião, qual deve ser o legado do gestor público?
RESPOSTAS:
Duílio Gehrke: O maior legado do gestor público é o de deixar um mundo em melhores condições de qualidade de vida comparativamente àquele que encontrou no momento que assumiu esta responsabilidade.
Nilson Francisco Stainsack: Trabalho, honestidade, fraternidade e liberdade e os anseios da população de sua cidade atendidos.

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