Colaboraram como voluntários, com este ciclo/fase/bloco da entrevista:
Charles Donald Zink: economista entrevistador, estruturador e articulista dos debates;
Cleiton Henschel: advogado revisor e assessoria jurídica;
Aroldo Schünke: Prefeito por Presidente Getúlio – Gestões 1983-1988/1993-1996; Vice-Prefeito - Gestão 2005-2008, entrevistado;
Duílio Gehrke: Prefeito por Ibirama – Gestão 2009/2012, entrevistado;
Giovana Pizzaria – Bar e Restaurante: logística, patrocinador e promotor da recepção aos entrevistados;
Jornal Gazeta Vale das Cachoeiras: diagramação, publicação e logística de distribuição;
Nilson Francisco Stainsack: Prefeito por Presidente Getúlio – Gestão 2009/2012, entrevistado;
Charles Donald Zink: economista entrevistador, estruturador e articulista dos debates;
Cleiton Henschel: advogado revisor e assessoria jurídica;
Aroldo Schünke: Prefeito por Presidente Getúlio – Gestões 1983-1988/1993-1996; Vice-Prefeito - Gestão 2005-2008, entrevistado;
Duílio Gehrke: Prefeito por Ibirama – Gestão 2009/2012, entrevistado;
Giovana Pizzaria – Bar e Restaurante: logística, patrocinador e promotor da recepção aos entrevistados;
Jornal Gazeta Vale das Cachoeiras: diagramação, publicação e logística de distribuição;
Nilson Francisco Stainsack: Prefeito por Presidente Getúlio – Gestão 2009/2012, entrevistado;
Observação: As opiniões expressas neste artigo/entrevista representam a transcrição fiel e integral dos depoimentos formais dos entrevistados, entregues por seus autores e são de sua inteira responsabilidade.
Bloco 3 - Sustentabilidade econômica e integração econômica
CONTEXTO GERAL: Muitos economistas e correntes do pensamento econômico atribuem ao Estado o papel de indutor do crescimento e desenvolvimento econômicos, através de uma postura mais ativa na promoção do desenvolvimento e na distribuição da renda. Após a crise de 1929, com Keynes, em face da recente crise econômica (2008) deflagrada pelo setor financeiro americano, esse pensamento vem sendo novamente adotado pelas mais expressivas economias do planeta, economias essas que, em tempos muito recentes, por recomendação da ordem econômica mundial apregoada pelo FMI, exortavam exatamente o não “intervencionismo” do Estado na economia.
No Brasil, as injunções sobre o papel do Estado decorrentes desse pensamento podem trazer riscos à estabilidade econômica, a estrutura de governo e sua produtividade.
De um lado, considera-se que, no que se refere a composição do gasto público: privilegiar o custeio em detrimento dos investimentos é um freio ao crescimento sustentado. De outro, há quem considere que: dizer que despesa de custeio é ruim é gastança, e que investimento é bom, revela ignorância em matéria de setor público. Ponderadas teses tão controversas, suas implicações sobre o sócio-desenvolvimento regional colocam questões que ensejam escolhas bem articuladas em face de seus reflexos sobre os diferentes setores e atores da economia local.
4) Sustentabilidade econômica e integração econômica
a) Do ponto de vista das externalidades, observam-se custos sociais para o crescimento e custos sociais para o desenvolvimento da economia local. Pergunta-se:
1) Na sua visão, qual efeito sobre a economia municipal é mais desejável, crescimento ou desenvolvimento? Justifique.
RESPOSTAS:
Aroldo Schünke – Prefeito por Presidente Getúlio – Gestões 1983-1988/1993-1996; Vice-Prefeito - Gestão 2005-2008: Desejável é o crescimento com desenvolvimento. Não vislumbro salutar crescimento dissociado de desenvolvimento, pois há necessidade de uma complementação entre os dois. Desenvolver enseja crescimento, mas crescer sem desenvolver nos parece sem sustentação. Um exemplo: crescimento populacional sem desenvolvimento sócio-econômico e social provocará um desequilíbrio estrutural. Em contrapartida, um desenvolvimento, ainda mais se planejado, provocará crescimento sob os mai
Duílio Gehrke – Prefeito por Ibirama – Gestão 2009/2012: O Desenvolvimento deve ser priorizado. O grande desafio de nossa sociedade é formular políticas que permitam, além do crescimento da economia, a distribuição mais eqüitativa da renda. Não podemos focar o crescimento como única forma de nos desenvolvermos, muitas vezes o crescimento pode conter em seu bojo sintomas de anomia social. Indicadores como o PIB que julgamos ser o principal fator de cre
Nilson Francisco Stainsack – Prefeito por Presidente Getúlio – Gestão 2009/2012: Não vejo como dissociar crescimento de desenvolvimento, ambos se complementam.
2) Na sua visão, de que forma a responsabilidade socioambiental contribui para, e contribui com a gestão municipal e as políticas públicas?
RESPOSTAS:
Duílio Gehrke: Grande parte do setor produtivo nos últimos anos frente a necessidade de evoluir, de aprimorar, de alcançar maiores e melhores resultados, passou a exercer um papel socialmente responsável realizando algumas ações voltadas a comunidade e ao meio ambiente, estas ações passaram a ter grande importância para as empresas a medida que a sociedade voltou suas atenções para questões como oportunidades iguais, controle de poluição, conservação de recursos naturais, de energia, medidas de proteção ao consumidor e ao trabalhador. Desta forma as políticas públicas voltados a questões desta natureza tem na iniciativa privada um grande colaborador que com suas ações fortalecem os trabalhos desenvolvidos na gestão pública como o trabalho da coleta seletiva de lixo, recuperação de áreas degradadas, entre outras tantas atividades que passam a ser melhor compreendidas e aceitas pela sociedade e esta passa a exercer um papel de suma importância na continuidade deste processo exigindo e obtendo cada vez mais a participação efetiva do poder público em políticas que priorizem o social e o ambiental, proporcionando qualidade de vida a sociedade.
Nilson Francisco Stainsack: A partir do momento que a Administração Pública promove suas ações tendo o respeito para com o meio ambiente, ela estará automaticamente promovendo o desenvolvimento socioambiental e se credencia para cobrar dos seus munícipes comportamento indêntico.
b) A preocupação com a integração econômica de municípios circunvizinhos e sua sustentabilidade, têm se mostrado como soluções para a ampliação de mercados e amplificação dos potenciais socioeconômicos e culturais regionais. Considerando esse cenário, pergunta-se:
1) Na sua opinião, como viabilizar a integração dos municípios do Vale Norte do Itajaí, num cenário de crescimento e de desenvolvimento econômicos, com políticas públicas?
RESPOSTAS:
Duílio Gehrke: Aqui temos uma situação praticamente isolada de todo o restante de nosso estado pois temos uma grande região que está totalmente direcionada a BR-470 (nos assemelhamos a um beco) e o primeiro passo para darmos início a um processo de desenvolvimento a nossa região é possibilitarmos um elo de ligação entre a BR-116 com a BR-470, esta ligação asfáltica além de possibilitar o desenvolvimento de nossa região teria forte contribuição com a diminuição do tráfego da BR-470, a partir daí poderão ser desenvolvidas políticas públicas de integração com maior amplitude e com resultados positivos de curto e médio prazo.
Nilson Francisco Stainsack: Primeiramente nós os Prefeitos e Dirigentes Políticos de cada município temos que ter essa vontade e a partir de então promover as ações conjuntamente.
2) Na sua percepção, quais sinergias poderiam ser identificadas, buscadas e transformadas em ganhos para a economia e a população da região do Vale Norte do Itajaí?
RESPOSTAS:
Duílio Gehrke: Devemos buscar o envolvimento das mais diversas entidades, principalmente Associação Comercial e Industrial, a 14ª Secretaria de Desenvolvimento regional, UDESC, para em conjunto identificarmos possibilidades de desenvolvimento de ações que possam auxiliar no processo de transformação econômico-social do município e região, atuando principalmente na formação e aperfeiçoamento da qualidade da mão obra existente na região.
Nilson Francisco Stainsack: Para o Vale Norte cabe fazer um estudo de forma conjunta (Municípios) para que as ações a ser implementadas correspondam de fato ás necessidades da nossa região. Creio que o desenvolvimento da vocação turística regional deva ser senão a primeira, mas uma das primeiras a ser implementada.
3) Como o 3º. Setor poderia colaborar com a sustentabilidade econômica e a integração econômica da região?
RESPOSTAS:
Duílio Gehrke: Como colocamos acima o envolvimento das mais diversas entidades na discussão das ações promovidas pelo poder público e da iniciativa privada pode ter contribuição extremamente significativa para a consolidação de ações que possam produzir a sustentabilidade e integração econômica de nossa região.
Nilson Francisco Stainsack: Promover ações que integrem os municípios.
4) Na sua opinião, os programas sociais deveriam ser transformados em Leis? Por quê?
RESPOSTAS:
Duílio Gehrke: Sim. Para que pudessem se tornar efetivos em sua aplicação permitindo que os investimentos possam ser realizados sem o temor de que no futuro União e Estado resolvam priorizar outras ações e por estarem estes serviços já assimilados pela população ter que passar o município a ter que dar continuidade a estes programas sem o devido comprometimento da união e Estado e a cobrança e os resultados são sentidos aqui no município.
Nilson Francisco Stainsack: Sim, para que as mesmas tenham continuidade.

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